TRAFEGAR NAS DUNAS DE NÍZIA FLORESTA SÓ COM PERMISSÃO DO IDEMA


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A diretoria da Associação Potiguar de Off-Road (APO) participou nesta segunda-feira (14) de reunião no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio-Ambiente (Idema). No encontro, a entidade que representa mais de 600 praticantes de off-road no Estado obteve do órgão a garantia de que seus membros precisarão apenas de uma autorização para trafegar em rotas da área de proteção ambiental em Nísia Floresta.

Dessa forma, os associados da APO não precisarão solicitar uma permissão a cada rota que fizerem pela área no município localizado no Litoral Sul do Estado, como vinha sendo exigido. O presidente da Associação, Juscelino Holanda, participou da audiência no Idema, acompanhado pelo vice-presidente Artur Matias e pelo diretor-jurídico Marcílio Mesquita.

Também ficou definido no encontro desta segunda que nos próximos dias será realizada uma visita técnica à APA de Nísia Floresta, com o propósito de esclarecer dúvidas sobre os acessos às trilhas dunares locais. Representantes do Idema e da APO participarão da visita.

Segundo o presidente da Associação Potiguar de Off-Road, Juscelino Holanda, a reunião no Instituto estadual foi proveitosa. Não apenas pelas definições envolvendo a autorização de acesso e a visita técnica. Mas para que a entidade pudesse também protocolar uma consulta em que apresenta outras questões de ordem técnica. “O saldo da audiência representa uma vitória para nossos associados, na medida em que a autorização que conseguimos, ao mesmo tempo em que flexibiliza o acesso, vai dar mais segurança legal para trafegar pelas dunas da APA de Nísia Floresta. Além disso, serviu para estreitarmos ainda mais o diálogo da nossa categoria com o órgão”, define Juscelino Holanda.

A APO vem representando boa parte dos praticantes de off-road do Rio Grande do Norte nas discussões recentes sobre a utilização sustentável de trilhas e áreas de dunas. Semana passada, já havia participado de audiência pública promovida pelo Governo do Estado que definiu a criação de um projeto piloto para cadastrar trilheiros na própria APA de Nísia Floresta.